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O Tao do Gnunes

Tao do Gnunes é o blog do Guilherme Nunes que contará com assuntos que percorrem o caminho (Tao) do seu cotidiano. Publicidade, redação, bodyboard, fotografia, viagens, internet, entretenimentos, textos em geral, além de suas opiniões, seus sonhos e sua vida, estarão por aqui. Atualmente, Nunes trabalha na Criação do Submarino S/A, uma empresa do grupo B2W, e tem como hobby a fotografia, juntamente com o bodyboard.

Tudo o que hoje preciso realmente saber, aprendi no Jardim de Infância

"Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia.

Estas são as coisas que aprendi lá:

1. Compartilhe tudo.
2. Jogue dentro das regras.
3. Não bata nos outros.
4. Coloque as coisas de volta onde pegou.
5. Arrume sua bagunça.
6. Não pegue as coisas dos outros.
7. Peça desculpas quando machucar alguém.
8. Lave as mãos antes de comer e agradeça a Deus antes de deitar.
9. Dê descarga. (esse é importante)
10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você.
11. Respeite o outro.
12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... desenhe... Pinte... Cante... Dance... Brinque... Trabalhe um pouco todos os dias.
13. Tire uma soneca a tarde; (isso é muito bom)
14. Quando sair, cuidado com os carros.
15. Dê a mão e fique junto.
16. Repare nas maravilhas da vida.
17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.

Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo, ao seu mundo e aí verá como ele é verdadeiro, claro e firme.

Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca... Ou se todos os governos tivessem como regra básica devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair.

Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos.

É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão."

Pedro Bial

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postado por Guilherme Nunes | 02/08/2007 @ 13:39

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Steve Jobs como paraninfo

Depois do discurso que postei aqui feito pelo Nizan, chegou a hora do Steve Jobs.

Achei esse vídeo por acaso, quando acessei um blog que "comparava" o discurso do Nizan e este.
Não tive dúvidas em postar aqui.

Discurso (legendado em português) de Steve Jobs, em Stanford.


Parte 1






Parte 2



Ouvindo essas histórias dá mais e mais empolgação para batalhar pelos nossos sonhos.

Pra fechar esse fim de noite de segunda-feira, deixo uma frase de um lendário bodyboarder, Mike Stewart, que, até hoje, me faz refletir...

"A vida é muito curta para fazer algo diferente do que seus sentimentos dizem. Use sua imaginação e siga firme em sua paixão."

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postado por Guilherme Nunes | 18/06/2007 @ 18:12

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Por acaso, mais uma do Nizan

Texto do publicitário Nizan Guanaes, escrito para uma solenidade de formatura da turma da FAAP, da qual foi paraninfo, e publicado em "Sucesso & Dinheiro".

DISCURSO DE PARANINFO
"Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns.
Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.

Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que dinheiro virá como conseqüência.
Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser, nem um grande profissional, nem um grande canalha.

Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham, porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi
construído antes, na alma.

A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:
-"Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo."
E ela respondeu:
- "Eu também não, meu filho."

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário.
Digo apenas que pensar e realizar, tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: Pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento,não chega a viver
como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguaçu.

Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: "Seja quente ou seja frio não seja morno que eu te vomito". É exatamente isso que está escrito na carta de Laudicéia: Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito, ou seja, é preferível o erro à omissão, o fracasso ao tédio, o
escândalo ao vazio. Já li grandes livros e vi filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso... Colabore com seu biógrafo.

Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tenha consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si, uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.

Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse?, eu sabia! Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele
faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa e bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falaram. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 18 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio e constrói prodígios. O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses, que trabalham de sol a sol, construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta.
Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.

Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, pois só o trabalho leva a conhecer pessoas e mundos
que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso".

Nizan Guanaes


Deve ser bom se formar ouvindo isso, né?

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postado por Guilherme Nunes | 22/03/2007 @ 20:04

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Poucas palavras, muito sentido.

Outro dia, li no site do CCRJ (Clube de Criação do Rio de Janeiro) uma entrevista com um "novo redator da África".
Na verdade, nem li toda entrevista, mas a última resposta, aonde o entrevistado citava o Nizan Guanaes e fala sobre suas expectativas na África, é muito legal.

CCRJ - Qual a sua expectativa na África?

Fábio Seidl - Quando eu estava na faculdade, a primeira palestra que assisti foi com o Nizan. Ele tinha sido um dos caras que serviram de argumento para eu escolher essa profissão e foi contar como fez a campanha da Antarctica para a Copa do Mundo, com a Daniela Mercury e o Ray Charles em San Francisco.
Na hora das perguntas, pedi o microfone e perguntei como ele tinha conseguido convencer todo mundo a gastar aquele dinheirão e se ele não tinha medo de que alguma coisa pudesse dar errado numa produção daquele tamanho. Bom, né? Comecei na profissão e perguntando besteira pro Nizan.

Ele me deu uma resposta que eu não esqueci mais:
“Quer um conselho? Desconfie de quem diz muito que ‘não dá’. Pessoas que dizem ‘não dá’ não servem para essa profissão.”

Eu já me formei, já segui a minha carreira, já fiz um monte de coisas, já fui para a Europa, já voltei e até hoje, o Nizan é um dos melhores no que faz e continua sendo uma referência para mim, para quem está aí e para quem ainda está começando. Porque para ele, sempre dá.

A Africa é uma prova disso. É uma referência no Brasil e internacionalmente. E tem um time de criativos espetacular, onde tenho a felicidade de ter vários amigos. E quando tem muita gente boa junta tende a ser contagioso, todo mundo ganha.

Então, para não pensarem que estou entrando em contradição quando publiquei o post "Não sei", minha opinião é exatamente essa aí:
não devemos falar "Não sei", assim como não falar "Não dá"!

São essas poucas palavras, com muito embasamento e contexto, que vão mudando a percepção das pessoas...

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postado por Guilherme Nunes | 06/03/2007 @ 19:31

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A profissão que eu sempre quis

Ouvido numa roda de publicitários:
"Em agência, redator vira dono. Diretor de arte vira noite".

É por essas e outras que eu quero ser Redator. :)


// Retirado do blog do Marcio Ehrlich

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postado por Guilherme Nunes | 12/02/2007 @ 15:18

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Não Sei

Esta é para todos os que dizem que "não sei não é resposta"!

A importância do: "não sei".
Se ainda não sabes qual é a tua verdadeira vocação, imagina a seguinte cena:

Estás a olhar pela janela, não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e ali... aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta:
- Será que vai chover hoje?

Se responderes "com certeza..." a tua área é Vendas:
o pessoal de Vendas é o único que tem sempre a certeza de tudo.

Se a resposta for "sei lá, estou a pensar noutra coisa..." então a tua área é Marketing:
o pessoal de Marketing está sempre a pensar naquilo em que os outros não estão a pensar.

Se responderes "sim, há uma boa probabilidade..." és da área de Engenharia:
o pessoal da Engenharia está sempre disposto a transformar o universo em números.

Se a resposta for "depende..." nasceste para Recursos Humanos:
uma área em que qualquer facto estará sempre na dependência de outros factores.

Se responderes "ah, a meteorologia diz que não..." então és da área de Contabilidade:
o pessoal da Contabilidade confia mais nos dados no que nos próprios olhos.

Se a resposta for "sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um guarda-chuva":
então o teu lugar é na área Financeira que deve estar sempre bem preparada para qualquer mudança de tempo.

Agora, se responderes "não sei"... há uma boa chance de teres uma carreira de sucesso e chegares a diretor da empresa.

De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder "não sei" quando não sabe.
Os outros 99, acham sempre que precisam de ter uma resposta pronta, seja ela qual for, para qualquer situação.

Não sei é sempre uma resposta que economiza o tempo de toda a gente e predispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de uma tomada de decisão.

Parece simples, mas responder "não sei" é uma das coisas mais difíceis de se aprender na vida corporativa.

Por quê?
Eu, sinceramente, "não sei".

Por Antonio Hermínio de Moraes
Antônio Ermírio de Moraes é empresário, Presidente do Conselho de Administração do Grupo Votorantim que completará 90 anos em 2008. As principais áreas de atuação incluem metais, cimento, papel, química, eletricidade, sucos e outras.

Uma bela "lição" de um cara bem sucedido na vida que, provavelmente, soube abaixar a cabeça e dizer "não sei".

E você, sabe falar "não sei"?

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postado por Guilherme Nunes | @ 14:45

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